Arquivo do mês: maio 2009

Uruguai e Punta del Este

Uruguai
Nome: República Oriental do Uruguai. Em espanhol: Republica Oriental del Uruguay. Em inglês: Oriental Republic of Uruguay.
Capital: Montevideo.
Tipo de governo: República.
Divisões administrativas: 19 departamentos: Artigas, Canelones, Cerro Largo, Colonia, Durazno, Flores, Florida, Lavalleja, Maldonado, Montevideo, Paysandu, Rio Negro, Rivera, Rocha, Salto, San Jose, Soriano, Tacuarembo, Treinta y Tres.
Relevo: principalmente planícies.
Área total: 176.220 km² (costa 660 km). Segundo menor país da América do Sul, depois do Suriname.
Ponto mais alto: Cerro Catedral, 514 m.
Clima: Temperado, ameno.
Porto: Montevideo.
População: 3,4 milhões (julho 2005, estimado).
Taxa de crescimento pop.: 0,47 % (2005 est.).
Expectativa de vida ao nascer: 76.1 anos.
Religiões: católicos romanos 66% (menos de 50% praticantes), protestantes 2%, judeus 1%.
Língua: espanhol.
Grupos étnicos: brancos 88%, mestiços 3% e negros 4%.

O Uruguai tem uma economia orientada para a exportação de produtos agrícolas, uma força de trabalho de elevado nível educacional e altos níveis de gastos sociais. Depois de um crescimento anual em torno de 5%, durante 1996-98, em 1999-2002 a economia uruguaia sofreu com os problemas econômicos dos visinhos Brasil e Argentina. Em 2004, a economia do Uruguai cresceu cerca de 10%, impulsionada pelos exportações.
Moeda: peso uruguaio.
PIB (paridade pelo poder de compra): US$ 49,3 bilhões (2004 estimado).
PIB per capita (paridade pelo poder de compra): US$ 14.500 (2004). Taxa de crescimento do PIB: 10,2 % (2004).
Taxa de desemprego: 13 % (2004).
População a baixo da linha de pobreza: 21% (2004).

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PUNTA DEL ESTE CIDADE – Também famoso como ” Península ” é a urbanização formada na península do mesmo nome e que como concessões de poço isto para o banho de uruguaio mais importante e de América do Sul. –
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Lugar onde o Oceano Atlântico nasce. De sua Luz de 43 mts. de altura que foi construída por Tomás Libarena e foi posta em operação dos 17 de novembro de 1860, foi desenvolvido uma urbanização que na atualidade conta com um Bulevar mais bonito que cerca isto; banho típico suntuoso aloja e edifícios modernos; um porto magnífico com grande infrestructura e capacidade de ancoragem; as premissas comerciais das marcas mais importantes; restaurantes e tavernas; etc.
A rua principal deles/delas denomina Gorlero, e nela estão galerias comerciais, os restaurantes comerciais, hotéis, cinemas, cassino e premissas. – Em seu assento é desenvolvida a feira popular dos artesãos, quem pelos numerosos postos deles/delas poderá observar e adquirir artes de qualidade excelente em couro, apedreje, metais, vidro, etc..
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ILHA DE PASCOA – O umbigo do mundo

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São apenas 18 km² de terras áridas, originárias das erupções de quatro vulcões, hoje inativos. Pertencente ao Chile, ela é a porção de terra habitada mais isolada do restante da humanidade, em todo o Planeta. Qualquer terra mais próxima, está a uma distância de 3000 a 3200km, por isso os pascoanos chamam-na de “umbigo do mundo”; é de imensa solidão, cercada pelas águas perigosas do sul do Oceano Pacífico. Este pequeno pedaço de terra da Oceania foi descoberto, por acaso, pelo almirante holandês Jacob Roggeven, justamente num domingo de Páscoa de 1772; mais tarde, foi rebatizada pelos espanhóis, com o nome do santo protetor de seu imperador, passando a constar nos seus mapas náuticos como Ilha de São Carlos. Atualmente, é designada pelos pasquenses de Rapa-Nui.

A ilha de Páscoa é a terra dos “Moais”, gigantescas esculturas, construídas com rochas vulcânicas. Suas dimensões e pesos são variáveis, indo de três a dez metros de altura, com algumas dezenas de toneladas. Feitas com material relativamente frágil, a lava vulcânica petrificada, deveriam ser deslocadas com muito cuidado e com as mãos, pois não haviam máquinas para esse fim naquela época. Tal façanha à luz da razão é inteiramente impossível, levando-se em consideração a natureza do terreno que é acidentado e pedregoso.
São centenas de homens gigantescos espalhados pela pequena superfície da ilha, ao todo, mais de mil. Têm sempre no rosto a mesma expressão e parecem vigiar os horizontes desde todos tempos, com olhar distante e sereno. Colossais, imponentes, insondáveis. Muito se estudou e se estuda sobre eles e, no entanto, continuam sendo um dos mais inexplicáveis mistérios do planeta Terra.

Durante milênios os moais estiveram protegidos do restante da humanidade, pela sua localização perdida no sul do Pacífico. Os habitantes primitivos da ilha contam que, a história dos moais é a mesma história deles, ou seja, vieram de uma ilha fadada a desaparecer sob as águas. Sempre que contam esta história, passada de geração em geração, dizem que as monumentais esculturas foram transportadas, das bases dos vulcões onde foram construídas, para plataformas artificiais onde efetivamente estão, pelo “mana”, poder sobrenatural que o rei possuía, pois bastava que ele olhasse para uma das estátuas e a mesma se levantaria, “pousando” no lugar desejado.
Os nativos da ilha mais solitária do mundo, tinham desenvolvido uma escrita própria, independentemente do resto do mundo e até hoje indecifrável. Constituía-se de uma série de sinais, gravados com dentes de tubarão, em tábuas de madeira – as “tábuas falantes”, no idioma local.

DESERTO DO ATACAMA – Chile

Belezas naturais fazem do Atacama, extensa área desértica no Chile, um oásis impressionante.

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O norte do Chile é realmente um lugar de extremos. É a região mais árida do planeta, possui o deserto de maior altitude localizado a 2.440 metros, as águas das chuvas não passam de 35 milímetros por ano, e seu solo impermeável lhe garante um aspecto comparado ao de Marte.

Esse é o Atacama, uma extensa área desértica entre as águas frias do Pacífico e as monumentais cordilheiras dos Andes, onde o viajante que busca experiências singulares encontra refúgio sem ter que abrir mão de serviços básicos para a sobrevivência no deserto.

Esse esconderijo se chama São Pedro de Atacama, capital arqueológica do país e pequeno povoado que serve como base para a exploração da região. Esta cidade, que ainda guarda costumes dos povos pré-incaicos que deixaram marcas profundas em seu território, era há 15 anos apenas uma localidade escondida do norte do país que mal recebia visitantes estrangeiros. Hoje, a marca “Atacama” é um produto chileno consolidado no mercado turístico internacional ao lado de Torres del Paine e Ilha de Páscoa.

Mesmo com tanta fama, a cidade ainda preserva seu ritmo particular que permite ao visitante um passeio, a passos lentos, por suas ruas estreitas de terra e casas de adobe com telhados de palha. O clima pacato só é quebrado por alguma festa típica do povoado, como o desfile de Santa Rosa em agosto, ou pelas músicas folclóricas tocadas nas peñas da Caracoles, a principal via de circulação. Turistas de todo o mundo são disputados pelos restaurantes, bares e lojas dessa rua exclusiva de pedestres.

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Aliás, o Atacama, que na língua cunza significa “cabeceira do país”, é marcado historicamente por disputas e dominações anteriores à chegada dos espanhóis. No ano 400 d.C., a sociedade tiwanaku, proveniente do território onde hoje se encontra a Bolívia, impõe-se hierarquicamente sobre o povo atacamenho. O período seguinte (entre os anos 900 e 1450) foi marcado pelo rompimento com aquela civilização e, conseqüentemente, pelos novos conflitos sociais internos. Foi nesse contexto que o Estado inca expandiu-se e dominou a região do Atacama até que fosse dizimado com a chegada dos europeus, em 1535.

Depois de um parêntese histórico de tantos anos, e com o corpo devidamente aclimatado às altitudes, é hora de explorar o Atacama. Há três formas de se conhecer a região: a tradicional, em que as agências oferecem o mais básico do Atacama como os Vales da Lua e da Morte, além dos gêiseres de El Tatio; o roteiro alternativo, em que as margens do deserto ganham novas dimensões em rotas pouco divulgadas com visitas a petroglifos, povoados de um só habitante e cânions em vales multicoloridos; e a terceira opção, que alia, na medida certa, um pouco de cada um dos dois roteiros anteriores.

Seja qual for a sua escolha, uma imagem será inevitável durante os dias em que estiver sobre solos atacamenhos: o Licancabur, o imponente vulcão cônico de 5.916 metros de altura que separa o Chile e a Bolívia. Quanto mais longe se vai, mais se vê esse vulcão onipresente entre os recortes das rochas gigantes que cercam a região.

A imponente montanha é local sagrado desde épocas anteriores à chegada dos colonizadores, quando ali se realizavam sacrifícios com animais. A prática foi proibida pelos espanhóis, mas o vulcão continua atraindo aventureiros até a lagoa que se localiza no seu cume, além de devotos que uma vez ao ano levam oferendas à Pacha Mama pelo que se conquistou naquele período.

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É certo que a escalada de oito horas se dá pela Bolívia devido ao terreno ainda minado da época em que o Chile e a Argentina disputavam terras, mas para o Licancabur não existe fronteiras nem guerras. Por isso, ele segue soberano guardando a região. E ainda dizem que o oásis é pura ilusão. Não no deserto do Atacama.

O clima no Atacama, como em qualquer outra região desértica, é marcado por uma considerável mudança térmica: altas temperaturas durante o dia com quedas bruscas à noite. Chuva? Nem se dê ao trabalho de colocar capa na bagagem. A máxima anual de chuva na cidade foi de 50 mm. As raras gotas de água que caem sobre a região são mais comuns durante o ‘inverno altiplânico’, entre os meses de janeiro e março. Durante o inverno, as temperaturas variam de 22°C, durante o dia, a 4ºC, pela noite. Em algumas regiões do Atacama, como o Tatio, a temperaturas pela manhã podem chegar a 18°C negativos. No verão os termômetros costumam marcar até 27°C, durante o dia, e 16°C, pela noite. A época da primavera é conhecida pelos fortes ventos, que chegam a quase 100 km por hora.
Se você é daqueles que acha desertos monótonos, é melhor mudar de idéia -principalmente se o destino for o Atacama, no norte do Chile, o mais árido do mundo. Partindo da “riponga” San Pedro de Atacama, vilarejo com cerca de 3.000 habitantes, há passeios para toda a região, considerada a capital arqueológica chilena.

Com céu azul o ano inteiro, chuvas raríssimas e uma imensidão de constelações à noite, tudo ali colabora para uma grande viagem. As temperaturas são contrastantes, calor de 28oC durante o dia e frio de 12oC à noite. Duas coisas são indispensáveis: leve sempre muita água e, fundamental, não saia para nenhum lugar sem guia. Não há placas de indicação no deserto.

Comece por um verdadeiro oásis. No deserto, eles são responsáveis pelas condições de vida; formam as pequenas cidades e os vilarejos e dão sustentação agrícola e econômica aos nativos. Um desses povoados é o primitivo Caspana, a 3.260 m de altitude, com cerca de 400 habitantes descendentes da população indígena aymara.

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Aclimatado, no fim da tarde, refresque os olhos conhecendo o “salar” de Atacama. Quando o Sol está em declínio sobre os vulcões, a imagem forma um quadro de diferentes cores em questões de minutos. O deserto, de 90 km de extensão por 30 km de largura, forma uma gigantesca reserva de sal e lítio a 38 km de San Pedro de Atacama. É indispensável no roteiro.

À primeira vista, o “salar” lembra o fundo seco de um oceano ou de uma imensa lagoa salgada, com crostas de sal que chegam a medir até 20 centímetros de altura. Mas, conforme o turista entra no Soncor (o parque nacional dos flamingos), com sua estradinha feita com pedras de sal, percebe a riqueza e a beleza do lugar.

Há quatro grandes lagoas, as chamadas “chaxas”, no centro do parque nacional, habitadas por ariscos flamingos cor-de-rosa e por outras pequenas aves.

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Outra dica: não volte de lá sem dar uma espiada nos gêiseres, “explosão” em fontes de água quente, de origem vulcânica e cheiro de enxofre, com erupções periódicas. A temperatura da água expelida por essas fontes chega a 800C.

A aventura requer energia. O mais indicado é acordar cedo e chegar aos gêiseres entre as 7h e as 8h, para aproveitar o melhor cenário. Tem de ir muito bem agasalhado porque lá faz frio, cerca de 30C. Mas é paisagem de esquentar a alma.

Rafaela

SANTIAGO DO CHILE

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Injustamente relegada a segundo plano, Santiago hoje é apenas a escala de uma viagem à Patagônia, ao Atacama, aos Lagos Andinos ou a alguma estação de esqui. Pena. Quem não caminha pela capital do Chile deixa de curtir a atual prosperidade econômica, as ruas limpas e seguras, as construções com ar europeu de alguns bairros e a modernidade dos prédios de aço escovado e vidro fumê. O principal: perde um pouco de sua história e suas tradições.
Tome a troca da guarda, por exemplo, e veja como o lema dos carabineiros do Chile é levado muito a sério: “Ordem e Pátria”. O espetáculo acontece no Palacio de la Moneda, sede do governo nacional. Dali, pela porta de serviço na Calle Morandé, saiu o corpo de Salvador Allende na manhã de 11 de setembro de 1973, dia do golpe dado por Pinochet. A porta foi emparedada no governo militar porque se temia que o povo rendesse culto ali ao presidente socialista, mas agora está aberta.
É muito bom caminhar, por exemplo, pelo Paseo Ahumada, o primeiro boulevard construído em Santiago. Ou descobrir o Morro Santa Lucia, onde o conquistador espanhol Pedro de Valdivia fundou Santiago del Nuevo Extremo, em 12 de fevereiro de 1541. Ali se podem admirar fontes, chafarizes e canhões de defesa.
Bem-humorada, a população santiaguina, como no resto do país, trata muito bem os turistas brasileiros. Os vendedores do Mercado Central, por exemplo, sempre fazem a piadinha de pegar um pequeno polvo e dizer sorrindo: “Aqui está seu presidente Lula”.

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DDD:: 2
Língua oficial:: espanhol
Moeda:: peso chileno
Visto:: não é necessário
Informações turísticas:: http://www.santiago.cl
Embaixada do Brasil em Santiago: Alonso Ovalle, 1665, (562) 876-3400
Hora local:: – 1h
Melhor época:: Santiago resplandece no verão. O céu fica limpo, e os Andes despontam. Nessa época, a temperatura vai de 21 ºC a 30 ºC. Os santiaguinos correm às praias, e a metrópole é dos turistas, que pagam preços de alta temporada. De maio a agosto chove e as temperaturas ficam por volta dos 10 ºC. Os preços baixam e é possível praticar esportes de neve — na cordilheira, a temporada de esqui vai de junho a outubro. Como toda capital que se preze, Santiago tem atrações o ano inteiro. As Fiestas Patrias, por exemplo, acontecem em setembro
Chamadas a cobrar:: 800 360 220 (Embratel) e 800 211 515 (Telefônica, serviço válido apenas para São Paulo)
Transporte:: o trânsito de Santiago é caótico como o de São Paulo. Por isso mesmo, o melhor é andar a pé ou de bicicleta — a maioria das atrações turísticas fica na região central. Os pontos de interesse mais distantes são servidos pelo metrô, que é bem limpo, confortável e corta boa parte da cidade.

DICA DO VIAJANTE:
‘A barraca de frutos do mar do Mercado Municipal tem três peixes especiais: picorocos, machas e locos. A região pesqueira de Putañeras é rica em centollas, uma espécie de caranguejo gigante que pode medir até 70 centímetros’, Alex Atala, chef de cozinha.

CHILE

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“Chile, uma louca geografia”, resumiu com muita propriedade o poeta Pablo Neruda ao descrever seu país natal. A extensão do território no mapa sul-americano 4 300 quilômetros de norte a sul e apenas 175 quilômetros de largura máxima lhe permitiu ter de tudo um pouco, nas quatro estações do ano. Quer frio em pleno verão? Simples, vá até a Patagônia e visite as maiores geleiras do continente. Deseja calor em pleno inverno? Percorra os meandros e as trilhas do Atacama, uma região na qual o sol aparece, em média, 300 dias por ano. A primavera faz parte da vida de Arica, cujo slogan é, justamente, “a cidade da eterna primavera”. Mesma coisa em Viña del Mar, chamada de Cidade Jardim.
O Chile tem lagos, parques nacionais e regiões de verde intenso e constante. E também tentações difíceis de recusar, como vinhos de qualidade mundialmente reconhecida, frutos do mar únicos e deliciosos, como a macha e o côngrio, e uma gastronomia tão especial quanto simples. E não esqueça os esportes de inverno nas fartas pistas de esqui do centro e do sul do país, ou a pesca esportiva nos milhares de lagos e nos rios Aysen e Punta Arenas.
Não bastasse tudo isso, os chilenos têm enorme carinho pelos brasileiros. Somos para eles a alegria contagiante, um ar fresco e deliciosamente tropical, um sorriso que se devolve em dose dupla. O Chile está aberto todo o ano, não tem alta nem baixa estação quando se trata de receber bem. Afinal, uma das canções folclóricas mais populares diz: “E verás como querem no Chile ao amigo quando é forasteiro”.

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Língua oficial:: espanhol
Moeda:: peso chileno
Visto:: não
Informações turísticas:: http://www.turistel.cl
Embaixada do Brasil em Santiago: Alonso Ovalle, 1665, (562) 876-3400, brasembsantiago.cl
Hora local:: – 1h
Melhor época:: qualquer época é boa para visitar o Chile, dependendo do que se pretende fazer. Se quiser esquiar, vá de junho a setembro. Na capital há atrações durante todo o ano, mas no inverno chove. Evite ir ao Atacama na metade do verão, quando acontece o fenômeno do invierno bolivariano, pois chove e neva nas altas montanhas
Chamadas a cobrar:: 800 360 220 (Embratel) e 800 211 515 (Telefônica, serviço válido apenas para São Paulo)

‘Fui fazer um videoclipe no Chile e, de repente, dei de cara com uma estação de esqui na encosta de um vulcão, que eu nem suspeitava que existisse. Era Pucón. Adorei o lugar e também o hotel em que fiquei, às margens de um lago’, Lobão, músico

‘Viajar pelo Chile é uma delícia. Além disso, o povo é muito gentil e prestativo. A capital chilena, Santiago, é fascinante, com arquitetura linda e cercada pela Cordilheira dos Andes’, Bianca Rinaldi, atriz

DE DIA E DE NOCHE TODOS EM BARILOCHE

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Situada no maior e mais antigo parque da América do Sul, o Nahuel Huapi, San Carlos de Bariloche é um sucesso longevo. Entre montanhas de cume sempre gelado e lagos de água transparente mais de 18 na região , tem mais de 200 restaurantes. No inverno, principalmente, os brasileiros inundam suas ruas com o mais deslavado portunhol, atrás de chocolates, fondues e esportes de neve. Por isso a cidade ganha o apelido de Brasiloche. A gastronomia da cidade é seu forte. E as receitas são memoráveis à base de caças, como o cervo e o javali, ou de pescados, como o salmão e a truta.
Cerro Catedral, a 19 quilômetros do centro, é considerado um dos melhores centros de esqui do Hemisfério Sul. Há ótimas pistas e modernos meios de elevação, além de um teleférico que funciona o ano inteiro, inclusive para levar não-esquiadores para ver a paisagem do alto da montanha. No centro, há dezenas de hotéis, lojas, confeitarias, chocolaterias, restaurantes e, para quem ainda tiver disposição, bares e boates, que vão até altas horas. Quer dizer, programa é o que não falta.
Villa La Angostura, a uma hora de Bariloche, já está concorrendo ao posto de próxima Bariloche do pedaço. Muita gente já opta por se hospedar ali, num esquema mais tranqüilo. Outros vão pelo menos passar um dia na cidade ou conhecer novas pistas de esqui em Cerro Bayo, a estação que fica a 12 quilômetros da vila.

DDD:: 2944
Informações turísticas:: http://www.bariloche.org
Hora local:: – 1h
Melhor época:: entre junho e setembro, para quem quer esquiar, e o resto do ano para quem curte esportes radicais ou até uma praia de lago
Transporte:: no centro, anda-se a pé, mas fora dali as distâncias são grandes. Recomenda-se um táxi ou remises (mais luxuosos)

“Para mim é um dos lugares mais bonitos do mundo. Adoro aquela fantástica paisagem coberta de neve. O único problema é que o frio faz a gente ficar enorme de tanta roupa e ainda estimula o apetite, principalmente para degustação de vinhos, que, aliás, é um programa irresistível em Bariloche. É bom saber que há lugares como esse para visitar. Mas o melhor de tudo é que Bariloche fica bem pertinho daqui!”, Ivete Sangalo, cantora

Rafaela

El Calafate o paraíso das geleiras

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Se você for para lá por terra, não se desespere. 0 caminho é  inóspito e desolador. Mas El Calafate serve de consolo. A cidadezinha, de 8 mil habitantes, tem o estilo pré-fabricada para agradar turistas  foi bem implantada e ela agrada. Hotéis, restaurantes, bares, cafés, lojas e muita madeira estão a postos.

Vale uma caminhada ao longo do belo Lago Argentino. Logicamente, El Calafate é ponto de apoio para Perito Moreno, a geleira monumental a 80 quilômetros dali. A massa de gelo é azulada; é barulhenta, e grita atirando barras enormes de gelo semi derretidas na água. É uma velha senhora que acumula gelo há milhões de anos. Outra senhora geleira da região, a Upsala, é menos acessível, mas a maior da América do Sul. Nela, escalam-se icebergs.

El Calafate está a menos de 200m de altitude e fica localizada na margem sul do lago Argentino, ao pé do Cerro Calafate .A cidade era até pouco tempo apenas um povoado que funcionava como centro de abastecimento para criadores de ovelhas e produtores de lã. A cidade, porém, cresceu muito nos últimos anos com o desenvolvimento do turismo, graças à proximidade com o Parque Nacional Los Glaciares e suas atrações. É também caminho para El Chaltén e suas montanhas, como a popular Rtz Roy, destino de treekers e alpinistas, ao norte do parque. Mas é sobretudo a parte sul do Parque Los Glaciares que atrai viajantes de todo o mundo, onde fica um dos grandes destaques da Patagônia, carro-chefe da região, o estonteante Glacíar Perito Moreno, uma das maiores e mais belas geleiras da Argentina – aliás, de todo o continente americano – visita imperdível.

A Cidade foi fundada em 1927, é uma pequena cidade do distrito de Santa Cruz, localizada no lado sul do Lago Argentino e ao pé da Cordilheira dos Andes. Forma, junto com Puerto Madryn e Ushuaia, o chamado Corredor Patagônico, a junção dos destinos mais procurados pelos viajantes na região, atraindo cerca de 50 mil visitantes por ano.

As temperaturas variam muito da noite para o dia. No verão, podem chegar a WC durante o dia e a 10oC à noite. No inverno, ficam entre 50C e 15oC de dia – de OoC pra baixo ao anoitecer. Se por um lado o clima seco da cidade torna a sensação térmica mais agradável, por outro, o vento forte e constante acaba neutralizando esse efeito. No geral, é bem frio na maior parte do ano.

Os bancos trocam travelcheques, mas sempre com comissões altíssimas. Abrem das 1 Oh-1 5h e a maioria fica na Av. dei Libertador. Algumas agências de viagem, a companhia de ônibus El Pingüino e o Albergue dei Glaciar também fazem câmbio de moeda e travel-cheques.

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Agências de viagem Existem diversas, quase sem variação de preços, a maioria na Av. dei Libertador. Excursões ao Glaciar Perito Moreno custam cerca de US$25

El Calafate é bastante pequena, com ruazinhas de terra e duas avenidas principais. A Av. dei Libertador General San Martín, chamada de Av. dei Libertador ou San Martím, é onde fica o centro comercial e turístico, e a Av. Julio Roca, a da rodoviária. Atrás desta há uma escadaria que liga o lado sul da cidade, mais alto, ao norte. Não há linhas de ônibus urbanos, mas tampouco é necessário.

A rodoviária fica na Av. Roca 1004, no centro, bem próximo à maioria dos hotéis e hospedagens. Há poucas companhias de ônibus que servem Calafate; na alta temporada (dezembro a fevereiro) é recomendável comprar passagens com antecedência

A cidade localiza-se à beira da RIP 11, estrada de ripio (não-asfaltada, bastante irregular), que segue a oeste por mais 50Km em direção ao Parque Nacional Los a fronteira com a Bolívia no norte, ao longo Glaciares e a leste por mais 30 Km, até a de 4.667 Km. Caminho obrigatório de El junção da RP 5 (estrada asfaltada que Calafate para a cidade de El Chaltén, a continua em direção ao sul até Rio estrada é bastante precária neste trecho; Gallegos) com a RN 40. Esta, também fora da alta temporada é um verdadeiro chamada de Ruta 40, é a maior estrada do deserto, sendo que no inverno é país, indo desde Rio Gallegos, no sul, até praticamente intransitável.

Mais recentemente, a estrada começou a ser explorada turisticamente como uma grande aventura – o que, exageros à parte, não deixa de ser. Pela Ruta 40 é possível, saindo de El Calafate ou El Chaltén, chegar até Perito Moreno (a cidade, não confundir com o Glacial) e posteriormente a Los Antiguos, atravessando a fronteira do Chile. Não espere, porém, cruzar a fronteira para a chilena Chile Chico no mesmo dia.

 

Caminhando ao redor da Lagoa Nimes, ao norte da cidade, vêem-se diversas espécies de aves. Para quem estiver a fim de fazer exercício, uma boa é o percurso de 5 horas de subidas e descidas no Cerro Calafate. Para os paleontólogos de plantão, em Punta Gualicho, 7 Km a leste de Calafate, há cavernas com pinturas rupestres, que na verdade estão mal conservadas, mas a vista que se tem de lá já vale o passeio.

As agências de viagem oferecem ainda cavalgadas, pesca, mountain bike, expedições off-road em veículos 4×4, visitas a estâncias da região, entre outras possibilidades.

Na altura do número 1000 da Av. dei Libertador fica La Aldea de los Gnomos, uma galeria onde se encontram lojas de artesanato local, roupas, mantas, doces caseiros e souvenirs. Ao longo dessa avenida há muitas outras lojas de artesanato, e ao pé da escadaria do terminal de ônibus, quando não está muito, muito frio, rola uma pequena feirinha, também de artesanato. Há muitas lojas de roupas e acessórios apropriados para trekkings e escaladas, visando ao público que segue em direção a El Chaltéri. Na World’s End, Av. dei Libertador 1170, tem bastante souvenirs e livros, especialmente mapas de estradas e cidades da região.

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Parque Nacional Los Glaciares –  este é um dos maiores parques nacionais da Argentina, com 13 mil Km2, o Parque Nacional Los Glaciares tem quase metade de sua área coberta por mais de 350 geleiras, sendo dividido em três zonas. A parte sul, próxima ao Lago Argentino, é acessível pela cidade de El Calafate, e é ali que se encontra o Glaciar Perito Moreno, a mais famosa e espetacular geleira do continente, se não do mundo. Entre os lagos Argentino e Viedma, fica a zona central da reserva, cuja principal atração é o Glaciar Uipsala, o maior da América do Sul; esta zona tem um acesso bem mais limitado e dispõe de pouquíssimas facilidades turísticas. A parte norte do parque corresponde à região do Cerro Fitz Roy, onde se localiza o povoado de El Chaltéri, oferecendo inúmeras possibilidades de trekkings e escaladas.

Glaciar Perito Moreno  – Localizado na parte sul do Parque Nacional Los Glaciares, a 78 Km de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno, que leva o nome em homenagem ao pioneiro explorador da Patagônia, Francisco Moreno, é a geleira mais conhecida da região. Estende-se por uma superfície de 250 KM2, desde sua zona de formação no Campo de Hielo Sur, a terceira maior área de gelo do planeta (depois da Antárlica e do Pólo Norte), até o Lago Argentino. Além de sua imponência, é fantástico ver o espetáculo promovido pela geleira quando paredões de gelo, alguns realmente enormes, desprendem-se, provocando estrondos ao cair nas águas do Canal de los Témpanos (Canal dos Icebergs). De fato, o glacial está em movimento: diariamente avança quase 2 metros em seu centro e em tomo de 40cm nas laterais. Não surpreende que o Glaciar Perito Moreno tenha sido incluído pela Unesco na lista dos patrimônios mundiais da humanidade.

A maneira mais comum e barata de conferir o glacial é do Mirador del Glaciar, uma série de passarelas que possibilitam vista panorâmica de diversos ângulos, dando uma boa dimensão da grandeza de Perito Moreno. Até alguns anos atrás havia uma outra passarela, mais próxima à geleira. Uma pessoa que estava ali, porém, morreu com os desprendimentos e estilhaços de gelo, e a tal passarela foi destruída, ganhando todas as demais recuos maiores.

Também é possível contratar excursões de barco pelo Brazo Rico, o lado sudoeste do Lago Argentino. Apesar da distância que as embarcações mantêm da geleira, a vista que se oferece de baixo para cima dá uma perspectiva da imensidão do local bem diferente das que se tem das passarelas. As excursões duram uma hora, custam cerca de US$25 e podem ser contratadas em agências de viagem em El Calafate ou diretamente no Puerto Bajo de Ia Sombra, um porto que fica dentro do Parque, o mais próximo do Glaciar.

A maneira de conhecer o Perito Moreno com mais adrenalina é caminhando sobre ele. A agência de viagens Hielo y Aventura (ver El Calafate) realiza minit rekkings na geleira; o pacote sai em torno de US$83 e inclui guia e equipamento especial. Pode-se fazer a caminhada entre setembro e abril, sempre que o tempo não for um empecilho, como uma chuva forte demais, um vento absurdo ou uma nevasca congelante.

Mais ao norte, o Glaciar Upsala também pode ser visitado pelos passeios de barco que saem do Puerto Punta Bandera, navegando pelo Brazo, Norte do Lago Argentino. As excursões custam em torno de US$60 e duram o dia inteiro.

 

Rafaela